O café da manhã, almoço e jantar, enfim, as refeições em família são super eficazes para aproximar o carinho, a integração familiar e colocar o papo em dia.

Além disto, vários estudiosos pontuam que adolescentes que jantam com a família são mais saudáveis, felizes, tem um melhor desempenho na escola e uma menor probabilidade de desenvolver comportamentos de risco quando comparados com adolescentes que não têm esta relação familiar.
Este estudo foi publicado por diversos sites e, muitos pais que precisam trabalhar e estão ocupados nestas horas, ficam com um tremendo peso na consciência e, se por acaso, seu filho tiver algum deslize, podem se culpar para sempre por isto.
Por este motivo, pensando em perguntas como “será que as refeições em família são primordiais para o desenvolvimento e para definir a trilha dos meus filhos?”, uma pesquisa mostrou que os benefícios deste jantar mágico em família podem não ser tão duradouros assim. Por isto, pais ocupados, fiquem tranquilos!
O estudo foi observacional e com base em questionários, recrutando 18.000 adolescentes, no ensino médio, e, depois, foram entrevistados novamente na vida adulta (com idade entre 18 a 26 anos). As perguntas englobavam sobre a vida e bem estar e questões também foram direcionadas aos pais.
A pesquisa associou a freqüência de jantares familiares com três indicadores de bem estar dos adolescentes: sintomas depressivos, uso de drogas e álcool e registros de comportamentos de risco, como furtos e agressões.
Um ponto importante que constataram é que as famílias que não tem o costume ou tempo de jantar junto variam muito mais nas atividades, como: interação pai e filho (sair para passear e ajudar com as tarefas), qualidade das relações familiares e imposições e recursos familiares (preocupação na presença de um dos pais na residência).
Para dar um exemplo: sem o controle destes fatores, os pesquisadores descobriram que 73% dos adolescentes que raramente comiam com as suas famílias (duas vezes por semana) relataram o uso de drogas e álcool, em comparação com 55 % das pessoas que comiam com as suas famílias regularmente (sete dias uma semana).
Também mostraram que os adolescentes que jantavam com a família não mostrou um forte efeito no bem estar, sendo que apenas os efeitos de sintomas depressivos foram menores, porém não houve efeito sobre drogas, álcool e delinqüências.
Por fim, não foram encontradas diretos, efeitos duradouros de jantares em família sobre o uso de drogas, saúde e álcool mental ou delinqüência.
O que, então, você deve pensar sobre o jantar?
O jantar, como qualquer outra refeição, traz sim uma maior aproximação familiar, porém isto não modificará o que o seu filho vai ser quando for um adulto. Como pais, fazemos nossa parte em orientar e mostrar o caminho certo e o errado, mas é muito difícil mudar a personalidade que lhe foi imposta. A importância que cabe aos pais na educação é a qualidade das palavras e demonstrações e isto não será mostrado em uma refeição e sim durante uma vida.
Fonte: NYtimes














