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Musculação: antes, fazia mal. Hoje, pesquisa mostra que levantar pesos pode controlar o açúcar no sangue…

11 de abril de 2013

Um recente estudo mostrou uma ligação que intrigou os pesquisadores entre exercícios com levantamento de peso, como musculação, e um menor risco de diabetes.

Uns pensam que a musculação pode levar a hipertrofia (aumento no volume muscular), fortalecimento e definição harmoniosa, melhora de força e resistência muscular localizada.

Bom, este exercício vai muito além destes 4 itens.

Vou explicar para vocês! O que vocês devem saber é que os músculos podem ser de fibras vermelhas ou brancas.

Os músculos de fibras vermelhas são repletos de mitocôndrias (coloração avermelhada), que são responsáveis pela energia das células. Além do mais, o músculo é o núcleo de força, principalmente, em exercícios sustentados e longos, que exigem uma melhor preparação de resistência.

Os músculos de fibras brancas são mais prevalentes nos velocistas, levantadores de peso e treinamento de força. Estes, então, desempenham um papel importantíssimo na regulação do açúcar sangüíneo.

Este último músculo é prevalente com a idade, quando as células começam a recrutar mais glicose para a produção de energia. Esta modificação de prevalência das fibras (vermelha para a branca, por conta da idade), pode tornar-se prejudicial pela DEPENDÊNCIA da glicose incentivar na resistência insulínica. Enfim, a maior demanda por açúcar para a formação de energia pela célula gera níveis altos do hormônio insulina, sobrecarregando as células e deixando-as incapazes de responder metabolicamente a relação hormônios e açúcar, acarretando em um “ambiente” propício a DIABETES.

Mas aí você pergunta… “Levantadores de peso tem mais músculo branco, idosos aumentam músculos brancos, a modificação de músculo vermelho em branco pode ser prejudicial. Então, o que o músculo branco tem de BOM para controlar o açúcar no sangue?”. Lendo o texto, me fiz exatamente a MESMA pergunta.

Pensando nisto, a Revista Nature Medicine, publicou uma pesquisa de pesquisadores da Universidade de Michigan relatando e mostrando, a partir de resultados científicos, que os músculos brancos podem sim manter e controlar a glicemia (níveis de açúcar no sangue).

O autor do estudo pontua que “apesar da boa correlação entre diabetes e músculo branco, a relação de causa e efeito não foi provado e permanece controversa”.

A pesquisa foi realizada com camundongos, estimulando a liberação de uma proteína presente no músculo branco, chamada BAF60c. Os ratos com os níveis mais altos desta proteína, tinham as fibras mais brancas, confirmando a relação da mesma com o desenvolvimento da musculatura branca.

O que notaram? Que os ratos que tinham uma maior quantidade desta proteína, era capazes de executar provas de distâncias curtas e era muito rápidos. Submeteram, então, estes ratos a uma dieta com alto teor de gordura. Sabe o que aconteceu? As fibras brancas foram primordiais ao controle da glicemia.

O autor ainda conclui que:

“O que nosso estudo destaca é que ter mais músculo branco por si só não é prejudicial. Quando ativamos o funcionamento do músculo branco em ratos, observamos que os ratinhos são protegidos contra os efeitos da dieta extremamente calóricas associadas a distúrbios metabólicos. Tendo, assim, uma melhor capacidade de controlar os níveis de glicose no sangue “.

Para você saber…

Estudos anteriores sugeriram que exercícios de sustentação de peso poderia aumentar o risco de diabetes. As últimas pesquisas mostram os benefícios da proteína do músculo de fibras musculares no controle da glicemia.

As evoluções científicas são contraditórias e caminham. Várias pessoas sempre tiveram benefícios de bem-estar e saúde com exercícios de levantamento de peso… Como eu digo, com moderação, sempre foi bom, mas sempre há uma provação contrária. Com o tempo, vêem que sempre fez bem. O mesmo digo para a restrição de carboidratos, o consumo de carboidratos de noite, etc.

Vamos, então, acreditar em estudos baseado em EVIDÊNCIAS e dizeres positivos. Treine, com moderação e de forma consciente. Nada em excesso faz bem, mas tudo, de forma moderada e dosada, só lhe rende benefícios.

Desfrute do poder do exercício.

 Fonte: Time

Benefícios da atividade física para diabéticos

20 de setembro de 2012

A prática de exercícios físicos proporciona inúmeros benefícios para qualquer ser humano. Particularmente na diabetes, os exercícios possuem qualidades marcantes tanto na prevenção quanto no tratamento. Pacientes com diabetes freqüentemente têm múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Por isto, um estilo de vida saudável, incluindo uma maior atividade física, é essencial para prevenir e controlar esta patologia.

É importante ressaltar que existe várias formas de se prescrever a atividade física ideal para o diabético sendo necessário, entretanto, que se conheçam os benefícios e os possíveis riscos relacionados a esta população, sendo feita a prescrição somente por um Profissional de Educação Física devidamente credenciado ao CREF.

Desde 1922 vários autores verificaram a interação da insulina com a atividade física e os benefícios no tratamento da diabetes. A partir de então a dieta, medicamentos (quando necessário) e exercício, fundamentados em um processo educacional, formam o princípio do tratamento desta doença.

Exercícios são a parte mais divertida da terapia do diabético. Pense na vida deste indivíduo em que é tem que “espetar” aquela agulhinha todos os dias, tomar pílulas e  mudar sua dieta, provavelmente suprimindo algumas das suas comidas favoritas. Compare isto com um igualmente importante para sua saúde jogo de tênis, ou uma noite dançante, um passeio de bicicleta, uma caminhada, ou uma refrescante natação. Absolutamente sem discussão, não acha? Toda e qualquer atividade física pode ser de grande valia para o diabético, sendo necessário sempre se levar em consideração o atual quadro de saúde em que o aluno se encontra.

A maioria dos efeitos diretos da atividade física ocorre porque o exercício normaliza a glicose sanguínea, diminuindo a resistência de insulina e melhorando a sensibilidade a ela. Vários estudos têm demonstrado que o treinamento pode aumentar a ação da insulina ou diminuir a resistência à insulina, especialmente entre pessoas com alto risco para diabetes ou com hiperinsulinemia. Outros estudos mostram que indivíduos fisicamente ativos têm menos probabilidade de desenvolver diabetes do que indivíduos fisicamente inativos. O efeito da atividade física parece ser devido à adaptação metabólica do músculo esquelético (aumento da densidade capilar; maior capacidade oxitativa), ou a outras adaptações ao treinamento como um conteúdo aumentado de transportadores de glicose GLUT4. Como conseqüência, a captação de glicose pelo músculo é incrementada, independentemente de alterações na concentração de insulina circulante.

Em adição à redução aguda da glicemia e ao aumento da sensibilidade à insulina, o exercício regular melhora vários dos fatores de risco reconhecidos de doenças cardiovasculares, como melhora do perfil lipídico (diminuição do LDL, aumento do HDL e diminuição do triglicérides) e da hipertensão, e indivíduos diabéticos têm um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A hipertensão está associada com um aumento da incidência e taxa de progressão de retinopatia diabética e neuropatia e, portanto, deve ser tratada de forma mais agressiva. É genericamente aconselhável que os pacientes que apresentem doenças microvasculares dos olhos e rins, já estabelecidas, não participem de exercícios que resultem em um aumento da pressão sistólica acima de 180 a 200 mmHg.

Os benefícios cardiovasculares e metabólicos do exercício são sustentados somente como resultado da soma dos efeitos das sessões de treinamento ou como resultado de mudanças, em longo prazo, na composição corporal e outro grande benefício da atividade física regular é seu efeito sobre a composição corporal, através do aumento do gasto de energia auxiliando a redução de peso, o aumento da perda de gordura e a preservação da massa magra. Aproximadamente 60% das pessoas com diabetes do tipo 2 são obesas no momento do diagnóstico.

Provavelmente a distribuição central de gordura parece ser fator de risco primário adicional para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, uma vez que a adiposidade na área abdominal ao contrário da periférica eleva a probabilidade de que indivíduos desenvolvam resistência à insulina. A atividade física parece prevenir a diabetes tipo 2 não apenas diminuindo a adiposidade, mas também afetando a resistência à insulina e a tolerância à glicose.

O pesquisador Silveira Neto relata em sua obra sobre o constante estresse psicológico pelo qual os recém descobertos diabéticos passam e cita, até mesmo como experiência pessoal (o autor é diabético tipo 1 desde os quatorze anos), o quanto a atividade física pode ser benéfica para o controle desde tipo de estresse; estresse este que pode ter conseqüências bastante negativas para o controle glicêmico. Parece que o estresse psicossocial exerce um efeito direto psicossomático nos mecanismos reguladores neuroendócrinos, que por sua vez, influenciam o controle metabólico. A prática de atividades física promove benefícios fisiológicos e psicológicos, sendo o aspecto de lazer e entretenimento proporcionado pela prática de atividades físicas e esportivas, altamente desejável.

Segundo o mesmo autor, os parâmetros psicológicos passíveis de mudança com o exercício físico podem ser assim visualizados:

DIMENSÕES MUDANÇAS
Depressão Diminui
Bem-estar Aumenta
Atitude positiva em relação ao trabalho Aumenta
Autoconfiança Aumenta
Autoestima Aumenta

Se é diabético ou tem histórico familiar desta doença, procure orientação médica e de um profissional de educação física.

Contato: Juliana Matos

juliana.matos@fitnesstogether.com.br

Personal Trainer  e Coordenadora Técnica da academia Fitness Together Panamby

Pós Graduada em Biomecânica da Atividade Física e da Saúde e Certificada em Treinamento Funcional

Exercícios praticados de forma irregular podem fazer mal

25 de julho de 2012

Apesar de não ser uma pergunta muito frequente, a prática de exercícios irregulares acontece muito, principalmente por conta da falta de tempo, disposição, motivação e correria do dia a dia que deixa em último lugar parar e pensar na saúde do seu corpo.

Algumas pessoas têm manias de começar a treinar e depois deixar de lado, tornando-se  um ciclo inconstante. Assim, quando aumenta um pouco o peso e perde massa muscular, seu corpo inativo e sedentário tenta correr atrás do prejuízo e, para isto, “cai dentro” de sessões pesadíssimas de exercício. Saiba você que a prática de exercícios de forma irregular, ou seja, sem nenhuma rotina de treinamento, pode causar infarto do miocárdio.

Agora imagine o que é isto para o seu coração! Quando o sistema cardiovascular recebe uma sobrecarga que não está acostumado, seu organismo cria uma situação de estresse agudo, liberando adrenalina e, consequentemente, aumentando a pressão arterial e frequencia cardíaca, podendo ocorrer um infarto.

Por isto, a prática de exercícios regulares é super importante, pois este melhora a glicemia, reduz colesterol e triglicérides, reduz frequencia cardíaca, reduz consumo de oxigênio exacerbado pelo coração e sobrecarga no músculo cardíaco, melhora a distribuição e aproveitamento do oxigênio pelos músculos do corpo, libera enforfinas (sensação prazerosa) e, além disto tudo, aumenta gasto calórico, perdendo aqueles quilinhos indesejados.

Devagar e sempre é a melhor opção. Realize exercícios moderados ou leves regularmente. Assim, melhora todos a resposta de todos os sistemas do seu organismos, deixando-os em harmonia.